Minha mãe é uma pessoa sensacional. Ok, todo mundo (ou quase todo mundo) pensa assim. Mas o que posso dizer com absoluta convicção, é que ela se tornou, como avó, uma pessoa ainda melhor.
Dona Susana sempre foi uma pessoa muito equilibrada, responsável, inteligente. Enquanto estava na ativa, era uma profissional de primeira grandeza. Trabalhava muito. Até porque precisava correr atrás da máquina para criar dois filhos pequenos. Ela nunca se valeu de dramas ou discursos no estilo “vítima”, mas cedo entendi o quanto era dura a vida dela e, acima de tudo, como ela lamentou não ter podido estar mais conosco.
Tenho, no entanto, muitas lembranças maravilhosas da minha infância ao lado dela, dos bons tempos que passamos juntos. E, sem medo de errar, tenho plena convicção que, se ela sempre foi um exemplo de pessoa pra mim, também foi responsável pelo pai que me tornei, pela maneira como valorizo estar com o Antonio, cuidar dele, brincar com ele…
Pois bem, como eu dizia, a avó Susana é daquelas de contos de fadas. A Duda sabe bem disso e o nosso pequeno Antonio também já percebeu isso. Os poucos dias de férias que passamos em Floripa, na companhia dela, de minha irmã e minha sobrinha foram muito bons. E isso não foi a toa, não. Elas se prepararam dias e dias para garantir que o Antonio tivesse muita diversão nesses dias. Contruíram um escorregador, ajeitaram todo o pátio, costumizaram a casa (pra torná-la mais segura para a presença de um bebê de 2 anos que responde pela alcunha de Loucão…), entre outras tantas coisas. Deu trabalho, mas eu sei (e elas também) que valeu muito a pena.
As memórias desses momentos – ou, pelo menos, fragmentos delas – serão guardadas por ele com muito carinho, por toda a vida. Tenho absoluta certeza disso.
Te amo mãe (que também responde por “a voza do Antonio”), obrigado por tudo!
-AJ




